
A decisão da Comissão Nacional Eleitoral de Angola de voltar a adjudicar à empresa espanhola Indra a gestão tecnológica das eleições gerais de 2027 está a gerar forte contestação política. A escolha, feita por concurso público, marca a quinta vez consecutiva que a empresa assume este papel.
Partidos da oposição, como a UNITA, questionam a repetição da adjudicação, apontando falta de confiança no processo. O líder do partido, Adalberto Costa Júnior, critica a continuidade da mesma empresa desde 2008, alegando que decisões do género não refletem a vontade popular.
Também o Bloco Democrático expressou preocupações quanto à transparência e credibilidade do processo eleitoral. Analistas independentes apontam fragilidades nos concursos públicos, recordando episódios anteriores que levantaram suspeitas.
Em resposta, a CNE garante que o processo decorreu com transparência, afirmando que várias empresas concorrentes não cumpriram os requisitos exigidos.
Fonte: Deutsche Welle
Foto: Reuters