O Governo de Moçambique anunciou que está a avaliar medidas para travar a importação considerada “desregrada” de produtos de cerâmica, como azulejos e tijoleiras, com o objectivo de proteger a produção nacional.
A informação foi avançada pelo secretário de Estado do Comércio, António Grispos, após uma visita à fábrica Safira Mozambique Ceramic, localizada no distrito de Moamba, na província de Maputo Province.
Segundo Grispos, a empresa foi obrigada a encerrar uma das suas linhas de produção devido à forte concorrência de produtos importados. A situação resultou no desemprego de cerca de 700 trabalhadores, além de afectar vários postos de trabalho indirectos.
O governante explicou que a visita foi realizada no âmbito das actividades da Comissão Consultiva de Importações, com o objectivo de avaliar o impacto da entrada massiva de produtos de cerâmica no mercado nacional.
Entre as possíveis medidas em análise está o aumento da sobretaxa de importação, que poderá passar de 7,5% para 20%, como forma de proteger a indústria nacional e incentivar o consumo de produtos fabricados no país.
Grispos destacou ainda que a política do Governo passa por reduzir a dependência de importações de bens que podem ser produzidos localmente, reforçando a capacidade produtiva interna.
A Safira Mozambique Ceramic pertence ao grupo chinês Wang Kang Safira e iniciou as suas operações em Setembro de 2024, após um investimento estimado em 124 milhões de dólares. A fábrica foi concebida com capacidade para produzir cerca de 100 mil metros quadrados de cerâmica por dia, sendo considerada uma das maiores do sector em África.
Fonte: Jornal Notícias
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