Irão confirma morte de Ali Khamenei após ataques

Irão confirma morte de Ali Khamenei após ataques

O Irão confirmou a morte de Ali Khamenei após ataques conjuntos dos EUA e Israel contra Teerão, agravando a tensão no Médio Oriente.

O Irão confirmou a morte do seu líder supremo, Ali Khamenei, na sequência de ataques conjuntos lançados pelos Estados Unidos e por Israel contra a capital Teerão, na manhã de sábado. A informação foi avançada pelos meios de comunicação social estatais iranianos.

Segundo as autoridades, o complexo residencial de Khamenei foi atingido num ataque surpresa. O presidente norte-americano, Donald Trump, declarou na rede Truth Social que o líder iraniano, a quem chamou “uma das pessoas mais maléficas da história”, teria morrido durante a ofensiva. Também o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou existirem fortes indícios de que Khamenei já não estava vivo.

Os meios estatais iranianos anunciaram 40 dias de luto nacional e sete dias de feriado. Em algumas zonas de Teerão, foram registadas reações contrastantes, com relatos de residentes que saíram às janelas durante a noite.

De acordo com informações divulgadas por Israel, sete altos responsáveis iranianos terão igualmente morrido nos ataques, incluindo o comandante da Guarda Revolucionária, Mohammad Pakpour. O porta-voz militar israelita indicou que a operação teve como alvo estruturas estratégicas ligadas à liderança iraniana.

Os ataques provocaram uma escalada imediata na região. Teerão respondeu com o lançamento de mísseis contra vários pontos do Médio Oriente, enquanto drones atingiram alvos no Bahrein e nos Emirados Árabes Unidos, aumentando o receio de um alastramento do conflito.

Ali Khamenei liderava o Irão desde 1989, após a morte de Ruhollah Khomeini, fundador da República Islâmica. Aos 86 anos, exercia a autoridade máxima política e religiosa do país, com controlo direto sobre as principais decisões estratégicas.

A comunidade internacional acompanha com preocupação os desenvolvimentos, numa altura em que crescem os apelos à contenção e ao diálogo para evitar uma guerra de maiores proporções.

Fonte: Euronews, AFP e AP
Foto: AP Photo

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