
A retomada da produção na Maragra Açúcar, SA, na província de Maputo, foi adiada por dois a três anos devido às recentes cheias que afetaram os campos de cana-de-açúcar.
Após as inundações de 2023, que destruíram parte do património da empresa, esperava-se que a produção reiniciasse este ano. No entanto, com os campos ainda inundados, a campanha agrícola não será possível nos próximos meses.
Segundo o presidente do município da Manhiça, Luís Munguambe, toda a produção atual está perdida, e o processo de reabilitação exigirá tempo e investimentos significativos.
A empresa sofreu danos em sistemas de irrigação, electrificação, drenagem e equipamentos de processamento, e estima-se que a reabilitação completa necessite de pelo menos 100 milhões de dólares.
A Maragra Açúcar, SA produz, em operação normal, cerca de 80 mil toneladas de açúcar anuais, com mais de 460 mil toneladas de cana-de-açúcar cultivadas nos seus campos. A Illovo, grupo sul-africano, detém 99% da empresa, enquanto 1% pertence a um investidor privado.
O adiamento da retoma representa um novo golpe para os produtores de cana e trabalhadores locais, que terão de esperar mais anos para o reinício das actividades na fábrica.
Fonte: Jornal Notícias