
O político moçambicano Venâncio Mondlane denunciou, esta semana, a morte de 55 apoiantes do seu projecto político ANAMOLA, alegadamente vítimas de assassinatos no contexto de violência política no país.
Falando durante um evento realizado na cidade de Chimoio, Mondlane afirmou que, além das mortes, foram registados 436 casos de violência grave contra membros e simpatizantes do movimento. Segundo o ex-candidato presidencial, os incidentes resultam da luta pela “verdade eleitoral”.
O político classificou as vítimas como “mártires” da causa, destacando entre elas Elvino Dias, apontado como o primeiro caso registado. Mondlane acrescentou que todas as ocorrências foram formalmente denunciadas junto do Ministério Público, do Ministério do Interior e de organizações de direitos humanos, tanto nacionais como internacionais.
As declarações surgem num contexto de crescente tensão política e levantam preocupações sobre a segurança e a estabilidade no país.
Fonte: Lusa