
A directora nacional da CARE Moçambique, Kátia Dias, alertou para o agravamento da situação de insegurança em Cabo Delgado e defendeu que a província precisa urgentemente de paz para travar o sofrimento das populações afectadas pelo terrorismo.
Em entrevista à DW, a responsável afirmou que os ataques insurgentes continuam a aumentar em vários distritos da província, obrigando milhares de famílias a abandonar as suas aldeias.
Segundo Kátia Dias, os distritos costeiros como Quissanga e Mocímboa da Praia continuam entre os mais afectados pelas incursões armadas, mas os ataques também atingem zonas como Metuge, Chiúre, Ancuabe, Montepuez e Mueda.
A responsável acrescentou ainda que há registo da movimentação de insurgentes para a província de Nampula, onde também têm ocorrido incidentes considerados preocupantes.
A CARE integra o consórcio do “Projecto Restore”, iniciativa humanitária que apoia mais de 152 mil pessoas afectadas pelo conflito em Cabo Delgado e pelas cheias em diferentes províncias do país.
O projecto conta com financiamento de oito milhões de dólares e envolve organizações como Fundação Aga Khan, Tearfund, Plan International, Food for the Hungry e ADRA Moçambique.
Kátia Dias afirmou que as principais necessidades das populações deslocadas continuam a ser água potável, saneamento, abrigo e alimentação.
Segundo explicou, muitas famílias chegam aos centros de acolhimento sem qualquer bem material e são obrigadas a recomeçar a vida do zero após os ataques.
A directora da CARE alertou igualmente para o agravamento da insegurança alimentar em algumas zonas afectadas, devido às dificuldades das comunidades em cultivar alimentos por causa da violência armada.
“O que Cabo Delgado mais precisa é de paz”, afirmou Kátia Dias, defendendo uma solução duradoura para o conflito que afecta a província há vários anos. Continua LER mais Clique Aqui
Fonte: DW África