
Supostas irregularidades e denúncias de corrupção na Escola Prática da Polícia de Matalane estão a gerar forte indignação entre instruendos e familiares, envolvendo alegações de desvio de comida, cobranças ilícitas e tratamento desigual entre alunos.
Segundo relatos colocados a circular nas redes sociais, os instruendos teriam sido proibidos de usar telefones celulares no interior do quartel. Entretanto, alguns funcionários são acusados de cobrar dinheiro para permitir contactos entre os alunos e os seus familiares.
As denúncias apontam ainda para alegados desvios de alimentos destinados aos instruendos, situação que estaria a agravar as condições de alimentação no centro de formação policial.
Os denunciantes acusam igualmente responsáveis do quartel de favorecer filhos e familiares de figuras influentes, que supostamente não participariam regularmente nos treinos e actividades obrigatórias, ao contrário dos restantes alunos.
Outras acusações envolvem alegados casos de relacionamentos impróprios entre instrutores e alunas, além de uma denúncia sobre uma instruenda que teria engravidado e posteriormente realizado um aborto.
As informações, ainda não confirmadas oficialmente, também referem a entrada contínua de novos alunos no quartel mesmo numa fase avançada do curso.
Até ao momento, a Polícia da República de Moçambique (PRM) e a direcção da Escola Prática da Polícia de Matalane ainda não se pronunciaram publicamente sobre as denúncias.
Fonte: Colisensa
Foto: DR