
Duas das quatro aeronaves adquiridas pela Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), no âmbito do processo de reestruturação da companhia aérea estatal, continuam retidas na África do Sul há vários meses devido a trabalhos de manutenção e pintura.
As aeronaves em causa são dois Embraer 190 adquiridos em 2025, que, segundo a administração da empresa, deverão entrar em operação nos próximos dias.
A informação foi confirmada por Agostinho Langa, presidente do conselho de administração dos Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), uma das empresas públicas envolvidas na gestão da transportadora aérea.
Segundo Langa, os aviões estão a receber uma nova imagem institucional da LAM, processo que inclui não apenas a pintura das aeronaves, mas também alterações internas ligadas aos procedimentos operacionais da companhia.
Apesar de garantir que os trabalhos de pintura já foram concluídos, o responsável reconheceu que o atraso tem gerado custos adicionais para a empresa, que continua dependente de aeronaves arrendadas para assegurar as operações.
Actualmente, a LAM opera com seis aeronaves, das quais quatro são alugadas e apenas duas pertencem à companhia.
O processo de reestruturação da LAM inclui ainda a aquisição de quatro aeronaves — dois Bombardier Q400 e dois Embraer 190 — além da recapitalização da empresa através da entrada de empresas públicas como a Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), EMOSE e CFM na estrutura accionista da companhia.
Segundo a Conta Geral do Estado de 2025, as empresas públicas envolvidas aprovaram investimentos milionários destinados à aquisição de aeronaves, pagamento de fornecedores e reestruturação do quadro de pessoal da LAM.
Fonte: Lusa
Foto: DR