"Dízimos das Igrejas Devem Passar Pelo Sistema Financeiro", diz o Governo

"Dízimos das Igrejas Devem Passar Pelo Sistema Financeiro", diz o Governo

O Governo de Moçambique orientou as instituições religiosas a canalizarem os valores provenientes de dízimos, donativos e outras contribuições financeiras para o sistema financeiro nacional, com o objectivo de reforçar a transparência e prevenir possíveis crimes financeiros.

A orientação foi avançada durante um encontro realizado na província de Sofala, onde as autoridades alertaram para a necessidade de todas as movimentações financeiras das igrejas seguirem as normas de administração e controlo financeiro.

A directora da Justiça em Sofala, Nazareth Reginaldo, afirmou que o Estado reconhece que as instituições religiosas recebem diferentes tipos de apoios financeiros dos fiéis e simpatizantes, razão pela qual considera importante garantir maior controlo sobre a origem e utilização desses fundos.

“Todo aquele circuito financeiro que acontece na instituição tem, de facto, de seguir aquilo que é a norma de administração financeira. Toda recepção de valores deve estar bem determinada, desde a origem até ao ponto de recepção e daí dizer com clareza onde e como vai ser usado”, explicou.

Por sua vez, o coordenador de Combate ao Branqueamento de Capitais, Luís Cezerilo, defendeu que a inclusão desses fundos no sistema financeiro permitirá maior rastreabilidade e evitará o uso indevido do dinheiro arrecadado pelas igrejas.

Segundo Cezerilo, a ausência de controlo pode abrir espaço para práticas ilícitas, incluindo branqueamento de capitais e financiamento de actividades criminosas.

Com esta medida, o Governo pretende equilibrar a liberdade religiosa com a necessidade de transparência financeira, evitando que instituições religiosas sejam utilizadas para fins ilegais.

Fonte: Integrity Magazine
Foto: DR

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