
Uma megaoperação conduzida pelo Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), Polícia da República de Moçambique (PRM) e Unidade de Intervenção Rápida (UIR) no mercado Estrela Vermelha, em Maputo, terminou com a apreensão de centenas de peças automóveis e gerou forte polémica entre comerciantes.
A operação ocorreu na manhã de segunda-feira e mobilizou dezenas de agentes fortemente armados, que revistaram lojas, contentores e bancas de venda de peças novas e usadas.
Entre os materiais apreendidos encontram-se faróis, pneus, caixas de velocidades, radiadores, sistemas de escape, retrovisores e componentes de diversas marcas automóveis, incluindo Toyota, Nissan, BMW, Mercedes-Benz, Audi e Land Rover.
Segundo testemunhas, agentes da UIR posicionaram-se nas entradas do mercado, limitando a circulação de comerciantes e moradores durante várias horas.
No local, comerciantes relataram momentos de tensão, afirmando que as autoridades arrombaram lojas e contentores sem permitir apresentação prévia de documentos comprovativos da origem das mercadorias.
Alguns vendedores alegam que peças legalmente importadas da África do Sul também foram apreendidas indiscriminadamente durante a operação.
Entretanto, os próprios comerciantes admitem que parte das peças comercializadas no mercado pode ter origem duvidosa, sobretudo componentes retirados directamente de veículos.
Outro aspecto que gerou críticas foi a alegada selectividade da operação, uma vez que algumas lojas que comercializam os mesmos produtos não foram alvo de buscas ou apreensões.
Durante a rusga, centenas de peças foram amontoadas em espaços públicos do mercado, situação interpretada pelas autoridades como demonstração de combate ao comércio ilícito, mas considerada humilhante por parte dos vendedores afectados.
A operação surge num contexto de crescente preocupação das autoridades com o roubo e comércio ilegal de peças automóveis na cidade de Maputo.
Até ao momento, o SERNIC e a PRM não avançaram detalhes sobre detenções, mandados ou o destino final das mercadorias apreendidas. Continua LER mais Clique Aqui
Fonte: Integrity Magazine