
A possibilidade de um novo aumento dos preços dos combustíveis em Mozambique está a gerar preocupação entre partidos da oposição, operadores de transporte e cidadãos, numa altura em que o custo de vida continua elevado no país.
O alerta foi lançado após o porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa, admitir que os preços dos combustíveis poderão voltar a subir entre Junho e Julho, devido à conjuntura internacional.
Segundo o Governo, Moçambique não está imune às oscilações do mercado global de combustíveis e poderá ser obrigado a ajustar os preços internos.
A situação preocupa particularmente operadores de mototáxis, txopelas e transporte semi-colectivo, que receiam novos prejuízos operacionais caso os custos aumentem novamente.
O partido PODEMOS defendeu a redução do IVA sobre combustíveis, propondo a descida da taxa de 16% para níveis entre 10% e 12%, como forma de aliviar a pressão sobre os consumidores.
Já o MDM considera que um novo agravamento dos combustíveis poderá provocar um “sufoco brutal” às famílias moçambicanas, sobretudo às classes mais vulneráveis e aos trabalhadores do sector informal.
O partido defende ainda medidas alternativas, incluindo eliminação do IVA sobre produtos da cesta básica, redução de custos logísticos e revisão das margens de intermediação no sector dos combustíveis.
Entretanto, economistas alertam que uma nova subida poderá acelerar a inflação e agravar ainda mais o custo do transporte e dos produtos essenciais em várias regiões do país.
Fonte: Deutsche Welle
Foto: DW África