PNUD e Governo firmam acordo para diversificação económica

PNUD e Governo firmam acordo para diversificação económica

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e o Governo de Moçambique assinaram um acordo considerado histórico para impulsionar a diversificação económica, inclusão social e desenvolvimento sustentável no país.

O entendimento foi formalizado na quinta-feira, através do Ministério da Economia, no âmbito da criação do Portfólio de Diversificação Económica, iniciativa que pretende acelerar a transformação estrutural da economia moçambicana.

Segundo o comunicado divulgado pelo PNUD, a nova abordagem abandona o modelo tradicional baseado em projectos isolados e adopta uma estratégia integrada e adaptável, alinhada às experiências já implementadas em países como Peru, Jordânia e Marrocos.

O programa surge numa altura em que Moçambique continua dependente da agricultura de baixa produtividade e de indústrias extractivas, factores que têm limitado a criação de empregos, agravado desigualdades e aumentado a vulnerabilidade económica perante choques climáticos e de mercado.

A iniciativa será liderada conjuntamente pelo PNUD e pelo Ministério da Economia, contando igualmente com a participação de governos provinciais, instituições financeiras, parceiros de desenvolvimento, sector privado e organizações da sociedade civil.

Entre os principais objectivos do portfólio destacam-se o fortalecimento das economias locais, desenvolvimento das economias verde e azul, ampliação do acesso ao financiamento para pequenas e médias empresas, promoção de competências para os jovens e incentivo à inovação e investimento.

O acordo prevê ainda reformas regulatórias, diálogo político e investimentos estratégicos destinados a tornar a economia moçambicana mais diversificada, competitiva e resiliente.

Durante a cerimónia de assinatura, o representante residente do PNUD em Moçambique, Edo Stork, afirmou que a iniciativa representa uma mudança estratégica para um modelo baseado em acção colectiva, inovação e impacto sustentável de longo prazo.

O programa surge também como resposta aos desafios enfrentados pelo país, incluindo ciclones, vulnerabilidades estruturais e volatilidade económica, procurando reduzir riscos e garantir um crescimento económico mais inclusivo.

Fonte: Folha de Manica

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