
Fernando Jone voltou ao cargo de segundo vice-presidente da Assembleia da República, após o Conselho Constitucional anular a sua substituição por Carlos Tembe, por considerar que o processo não respeitou os procedimentos legalmente exigidos.
Em entrevista à DW África, Jone manifestou satisfação com a decisão, afirmando que o acórdão representa o restabelecimento da legalidade e demonstra que as instituições podem atuar em conformidade com a Constituição e as leis do país.
O deputado voltou a criticar a liderança do PODEMOS, alegando que a sua remoção teve motivações pessoais e denunciando a existência de práticas de nepotismo no partido. Segundo Jone, algumas nomeações internas favoreceram pessoas sem histórico de militância, gerando descontentamento entre os membros.
Apesar do ambiente de tensão, Fernando Jone garantiu que continuará a colaborar com o PODEMOS, respeitando os estatutos da formação política e contribuindo para o funcionamento das instituições.
A decisão do Conselho Constitucional surge num momento de fortes divisões internas no maior partido da oposição parlamentar. (DW)
