
A Câmara de Minas de Moçambique defendeu que a transformação do sector extractivo depende mais da educação e da consciencialização das comunidades do que da adopção isolada de novas tecnologias. O posicionamento foi apresentado durante o fórum BFSI Mozambique 2026.
O representante da instituição, Rui Catoma, afirmou que muitas comunidades vivem sobre importantes reservas minerais sem compreenderem o seu valor económico, o potencial de processamento e os benefícios que esses recursos podem gerar para o desenvolvimento local.
Segundo a organização, ferramentas como a inteligência artificial podem apoiar o mapeamento e a gestão da actividade mineira, mas não substituem o investimento na formação das populações, na partilha de conhecimento e na cooperação entre instituições.
A Câmara de Minas defende ainda uma estratégia nacional baseada na educação, na responsabilidade colectiva e na valorização dos recursos naturais, para garantir que a riqueza mineral se traduza em benefícios concretos para os moçambicanos.
Fonte: Evidências.
