Fátima Mimbire quer portagens a custar no máximo 10 meticais

A jurista e comentadora Fátima Mimbire criticou o sistema de portagens em Moçambique, questionando a gestão da Rede Viária de Moçambique (REVIMO), os valores cobrados aos automobilistas e a transparência na utilização das receitas.

Durante uma intervenção no programa “Resenha Semanal”, da TV Miramar, Mimbire defendeu que os cidadãos já contribuem para a construção e manutenção das estradas através dos impostos, considerando injusto impor-lhes encargos adicionais sem melhorias proporcionais na qualidade das infraestruturas.

A comentadora questionou igualmente a distribuição de responsabilidades entre a REVIMO, a Administração Nacional de Estradas (ANE) e o Fundo de Estradas. Na sua opinião, é necessário esclarecer as contas da empresa, incluindo as receitas arrecadadas, os impostos pagos ao Estado e a contribuição para o pagamento da dívida da Estrada Circular de Maputo.

Mimbire defendeu ainda que as portagens deveriam custar, no máximo, 10 meticais, e sugeriu que o modelo de cobrança desse maior atenção aos transportadores de mercadorias de longo curso.

A jurista criticou também os congestionamentos na ligação Maputo–Matola, alegando que as filas provocam perdas de tempo e combustível aos automobilistas.

Para a comentadora, a discussão deve incluir a transparência financeira, a eficiência das instituições responsáveis e a qualidade dos serviços prestados aos utentes. Continua LER mais Clique Aqui

Fonte: Declarações de Fátima Mimbire no programa “Resenha Semanal”, da TV Miramar

 

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