Venâncio Mondlane afirmou que não se sente ameaçado pelo processo que pesa sobre si e garantiu que continuará a denunciar casos de corrupção, mesmo perante possíveis consequências pessoais.
Durante uma intervenção à imprensa, Mondlane afirmou que “a voz do povo nunca vai ser presa” e recordou várias denúncias que diz ter feito ao longo dos anos. Entre os casos mencionados estão a alegada venda de um campo de futebol, denúncias relacionadas com pagamentos a senhoras, mortes na Costa do Sol por falta de nadadores-salvadores, alegadas irregularidades envolvendo jovens e as chamadas dívidas ocultas.
O político afirmou ainda ter denunciado no Parlamento pessoas que, segundo ele, estiveram envolvidas em actos que prejudicaram a Electricidade de Moçambique (EDM), alegando que cerca de 20 milhões de dólares teriam sido retirados da empresa.
Na mesma intervenção, Mondlane dirigiu-se à Procuradoria-Geral da República e questionou o desfecho de uma denúncia relacionada com a alegada venda de um campo de futebol por três milhões de dólares. O político afirmou que a comunidade aguarda por respostas e justiça.
Mondlane também relacionou o processo instaurado contra si com questões políticas, apontando para o momento em que foi indicado como candidato. Segundo afirmou, a denúncia existia há cerca de um ano, mas as diligências teriam avançado depois da sua indicação como candidato.
Após falar à imprensa, Mondlane foi acompanhado por membros e simpatizantes da RENAMO e por populares numa marcha, situação que, segundo as imagens divulgadas, gerou intervenção das autoridades policiais.
Numa publicação feita na mesma data, a sua página oficial também apresentou o processo como parte de uma alegada perseguição política que, segundo a publicação, remontaria a 2018. Continua LER mais Clique Aqui