
Os Estados Unidos e Israel lançaram este sábado ataques coordenados contra o Irão, numa das maiores escaladas militares recentes no Médio Oriente. A ofensiva levou Teerão a retaliar poucas horas depois com mísseis e drones contra território israelita e bases militares norte-americanas na região do Golfo.
O presidente norte-americano, Donald Trump, descreveu a operação como “grandes ações de combate” e afirmou que Washington tentou negociar com Teerão antes de avançar para a via militar. Segundo Trump, o Irão estaria a desenvolver mísseis capazes de ameaçar a Europa.
Por sua vez, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, declarou que a ofensiva tem como objetivo enfraquecer a estrutura militar iraniana e criar condições para mudanças internas no país.
Alvos em Teerão
Explosões foram registadas em vários pontos da capital iraniana. Estradas próximas ao complexo onde se situam os escritórios do líder supremo, Ali Khamenei, foram encerradas. Não há confirmação oficial sobre vítimas ou sobre o paradeiro do líder iraniano.
De acordo com fontes citadas pela Euronews e pela Associated Press, os alvos incluíram infraestruturas militares, serviços secretos e símbolos governamentais. Há ainda relatos de um ataque a uma escola no sul do país, que terá provocado dezenas de mortos.
Retaliação iraniana
A Guarda Revolucionária do Irão anunciou o lançamento de uma “primeira vaga” de ataques contra Israel. Sirenes soaram em várias cidades israelitas enquanto os sistemas de defesa aérea tentavam intercetar os projéteis.
Além disso, instalações militares dos EUA no Bahrein, Kuwait e Qatar terão sido visadas. Países como Iraque e Emirados Árabes Unidos fecharam temporariamente o espaço aéreo.
Reação europeia
A União Europeia convocou consultas de emergência, enquanto países como Alemanha, França e Itália apelaram à contenção. A chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, classificou a situação como “perigosa” e defendeu esforços diplomáticos para evitar uma guerra regional de maiores proporções.
O conflito continua em desenvolvimento, com receios de que a escalada militar possa envolver outros atores regionais e afetar a segurança global nos próximos dias.