
Mais de um ano após o assassinato de Elvino Dias, advogado e assessor de Venâncio Mondlane, e de Paulo Guambe, mandatário do partido PODEMOS, novas declarações reacenderam o debate público sobre as motivações do crime.
Inicialmente, a Polícia da República de Moçambique apontou razões passionais como causa, versão que continua a gerar contestação em diferentes sectores da sociedade.
Recentemente, o Procurador-Geral da República, Américo Letela, afirmou no Parlamento que o crime poderá estar ligado ao falecido Momade Assif Abdul Satar, conhecido como Nini Satar.
Segundo esta linha, o homicídio estaria relacionado com um caso envolvendo rapto, falsificação de documentos, simulação de morte e um processo judicial que estaria prestes a avançar.
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Entretanto, a nova narrativa levanta questionamentos, incluindo inconsistências nas datas mencionadas e o facto de os principais envolvidos já se encontrarem falecidos.
Críticos apontam que isso pode comprometer a credibilidade da investigação, desviar a atenção de outras linhas, como a possível motivação política, e dificultar o alcance da justiça para as famílias das vítimas.
Na sequência, o Centro para Democracia e Direitos Humanos apelou à Procuradoria-Geral da República para que considere todas as informações disponíveis e aprofunde as investigações, incluindo a identificação de autores materiais, mandantes do crime e eventuais responsabilidades institucionais.
Fonte: CDD Moçambique