
O Governo aprovou o reajuste dos salários mínimos, com aumentos que variam entre 0% e 9,28% para 2026, no âmbito da concertação social conduzida pela Comissão Consultiva do Trabalho.
A decisão envolve trabalhadores, empregadores e o Estado, visando o equilíbrio entre rendimento laboral, emprego formal e sustentabilidade económica.
No sector da agricultura, pecuária, caça e silvicultura, o salário passa de 6.688 para 7.072 meticais, enquanto a pesca marítima sobe 5%. Já a pesca de kapenta mantém-se sem alteração, reflectindo diferenças entre sectores produtivos, actividade económica e capacidade de geração de rendimento.
Na indústria extractiva, os aumentos variam consoante a dimensão das empresas, com destaque para grandes companhias que registam subida de 7%.
Também a indústria transformadora apresenta crescimento de 4,7%, incluindo subsectores como caju e panificação, reforçando o impacto na produção industrial, cadeia produtiva e desenvolvimento económico.
Nos sectores de energia, gás e água, o reajuste é de 4,07%, enquanto a construção regista um aumento mais modesto de 3%. Já os serviços não financeiros sobem 5,2%, com destaque para hotelaria e turismo, que atingem o maior crescimento de 9,28%, evidenciando dinâmicas diferenciadas na economia nacional, mercado de trabalho e prestação de serviços.
O sector financeiro mantém os salários mais elevados, com aumentos de 6,92% em bancos e seguradoras. Segundo o Governo, os reajustes reflectem o equilíbrio possível face a factores como inflação, conflitos internacionais, segurança em Cabo Delgado e eventos climáticos que influenciam a economia.
Fonte: Redacção