
A redução de casos de raptos e o aumento de detenções de suspeitos em Moçambique têm sido associados a mudanças internas em instituições como a Procuradoria-Geral da República, o SERNIC e o SISE.
Analistas apontam que uma alegada reorganização institucional, combate à corrupção, reforço da investigação criminal e limpeza interna poderão estar a contribuir para os resultados observados.
Fontes indicam que antigos esquemas de protecção a criminosos estariam a ser desmantelados, com destaque para acções atribuídas ao ex-ministro do Interior José Pacheco, que terá promovido mudanças no SISE.
Estas medidas incluem o reforço do combate ao crime organizado, maior controlo institucional, responsabilização interna e reorientação estratégica dos serviços de segurança.
Entretanto, há também indicações de que Moçambique se tornou mais atractivo para redes de tráfico de droga, não apenas como rota, mas também como potencial centro de produção.
A pressão internacional, incluindo dos Estados Unidos, tem incentivado medidas mais rigorosas, com foco no combate ao narcotráfico, segurança nacional, cooperação internacional e fortalecimento das instituições.
Apesar dos avanços, especialistas consideram que os resultados ainda são iniciais e dependem da continuidade das reformas e da ausência de desvios.
O cenário actual é visto como encorajador, mas exige vigilância constante para garantir a consolidação do Estado de direito, da justiça, da transparência e da estabilidade social.
Fonte: Justiça Nacional