O analista Salomão Moyane criticou a detenção do proprietário do Kaya Kwanga, Humberto, classificando o caso como um “teatro” e levantando preocupações sobre presunção de inocência, exposição mediática, actuação policial e garantias legais dos cidadãos. As declarações foram feitas durante um debate sobre o combate à criminalidade no país.
Segundo Moyane, o SERNIC tem adoptado uma postura selectiva ao convocar a imprensa para acompanhar determinadas detenções, enquanto outros casos decorrem sem visibilidade pública. O comentador aponta diferenças na cobertura mediática, tratamento de suspeitos, transparência institucional e critérios de actuação das autoridades.
O analista referiu ainda que o empresário detido teria ligações com figuras influentes das forças de defesa e segurança, levantando dúvidas sobre a rede de relações, conflito de interesses, proteção institucional e possível selectividade na aplicação da lei.
Apesar de reconhecer a importância do combate ao crime, Moyane alertou para os riscos de transformar detenções em espectáculo público, defendendo maior respeito pelos direitos fundamentais, legalidade processual, equidade na justiça e imparcialidade das instituições.
O caso continua a gerar debate sobre a forma como as autoridades conduzem operações de combate à criminalidade, sobretudo em situações envolvendo figuras com influência no sistema. Continua LER mais Clique Aqui
Fonte: Redacção