
Moradores do bairro Hulene denunciam um cenário de abandono social, intimidação, falta de assistência e ausência de respostas após as chuvas que afectaram o sul do país. Segundo relatos, alguns residentes afirmam já não conseguir conceder entrevistas por receio de represálias e de não receber apoio humanitário.
O ambiente no local é descrito como crítico, com águas estagnadas, condições insalubres, proliferação de ratos e riscos elevados para a saúde pública, mesmo com temperaturas superiores a 35 graus. O bairro apresenta-se como um verdadeiro pântano urbano, agravando a situação de vulnerabilidade dos moradores.
Desde as chuvas intensas de 2023, a zona enfrenta um ciclo contínuo de inundações, crise ambiental, falta de infraestruturas e ausência de soluções estruturais eficazes. A situação agravou-se no início deste ano, evidenciando fragilidades persistentes na gestão urbana.
A instalação de uma bomba de sucção de águas pluviais foi apontada como solução temporária, mas, segundo os moradores, o equipamento teve funcionamento limitado e acabou abandonado, alegadamente por falta de combustível. O caso levanta preocupações sobre gestão de recursos, eficiência dos serviços públicos, resposta institucional e necessidade de intervenção urgente.
Relatos no terreno mostram famílias a regressar a casas inundadas, carregando doações insuficientes para suprir as necessidades básicas. Crianças, jovens e idosos enfrentam diariamente risco sanitário, degradação habitacional, exclusão social e condições de vida precárias, numa crise que assume dimensões humanas e sociais preocupantes.
Fonte: ECO TV