
O Tribunal de Luanda rejeitou ouvir figuras ligadas ao MPLA e à UNITA no mediático “caso russos”, que envolve acusações de terrorismo, espionagem e associação criminosa.
Entre os arguidos estão dois cidadãos russos e dois angolanos, suspeitos de participação num alegado plano para desestabilizar Angola. Durante o julgamento, um dos réus afirmou ter mantido encontros com figuras políticas de destaque, alegações que surgem após o tribunal considerar irrelevantes os seus testemunhos.
Juristas e activistas manifestam preocupações quanto à limitação da produção de provas, alertando para possíveis violações dos princípios de defesa e contraditório. Outros especialistas defendem que a decisão do tribunal se enquadra nas diferentes fases processuais.
O caso continua a gerar forte debate público, com dúvidas sobre a consistência das provas e o possível carácter político do processo.
Fonte: Deutsche Welle