
Os Estados Unidos, Israel, Irão e Mahmoud Ahmadinejad estiveram no centro de um alegado plano político e militar destinado a substituir a liderança iraniana durante o actual conflito no Médio Oriente.
Segundo informações divulgadas pelo jornal norte-americano The New York Times, Washington e Telavive pretendiam colocar o antigo presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad como novo líder do regime, numa estratégia semelhante à alegada transição política tentada anteriormente na Venezuela, mudança de regime, geopolítica internacional e conflitos internacionais.
Citando autoridades norte-americanas, o jornal refere que o plano começou a falhar rapidamente após Ahmadinejad ter sido alegadamente atingido durante um ataque israelita à sua residência em Teerão, numa operação que visava retirá-lo da prisão domiciliária e facilitar a sua ascensão política dentro do regime iraniano, crise no Médio Oriente, operações militares e serviços secretos.
De acordo com o The New York Times, o ex-presidente iraniano terá sobrevivido ao ataque, mas acabou por abandonar a cooperação com o alegado plano dos Estados Unidos e Israel, permanecendo actualmente em paradeiro desconhecido, situação que continua a alimentar debates sobre segurança internacional, guerra no Irão, intervenção estrangeira e liderança política.
O jornal lembra ainda que Ahmadinejad, apesar de conhecido pelas posições radicais contra Israel e pelo apoio ao programa nuclear iraniano, chegou a elogiar Donald Trump numa entrevista concedida em 2019, defendendo uma aproximação entre Teerão e Washington no âmbito das relações diplomáticas, política externa, negociações internacionais e equilíbrio geopolítico.
As revelações surgem numa altura de forte tensão internacional envolvendo o Irão, Israel e os Estados Unidos, com vários analistas a alertarem para possíveis impactos globais relacionados com instabilidade regional, segurança mundial, conflitos armados e diplomacia internacional.
Fonte: Integrity Magazine