
O Governo de Moçambique confirmou que estão em curso negociações relacionadas com o futuro da Mozal Aluminium, a maior fundição de alumínio do país e uma das maiores de África, cujas operações permanecem suspensas desde março deste ano devido a divergências sobre os custos de energia.
A informação foi avançada pelo porta-voz do Conselho de Ministros, Salim Valá, após uma sessão do órgão, destacando que uma equipa técnica continua a trabalhar com as partes interessadas para encontrar uma solução sustentável para o empreendimento.
Segundo o governante, o processo encontra-se numa fase sensível e, por essa razão, ainda não é possível divulgar detalhes concretos sobre as negociações em curso. O Executivo considera que qualquer informação prematura poderá gerar impactos no mercado e comprometer o desenrolar das conversações.
Entretanto, a empresa australiana South32, acionista maioritária da Mozal com 63,7 por cento das participações, revelou recentemente que está a analisar várias opções para o futuro da fundição, incluindo a eventual venda da sua participação ou a criação de novas parcerias estratégicas.
Por sua vez, a Corporação de Desenvolvimento Industrial da África do Sul (IDC), que detém 32,48 por cento das ações da Mozal, está a avaliar a possibilidade de assumir o controlo da unidade industrial e relançar a produção. Para o efeito, lançou um concurso destinado à contratação de consultores independentes que irão analisar a viabilidade técnica, financeira e operacional do projecto.
Os estudos deverão igualmente identificar alternativas energéticas sustentáveis e acessíveis, consideradas fundamentais para a retoma das operações. A South32 já havia classificado como insustentável a tarifa de energia proposta, argumentando que os custos ultrapassam os limites economicamente viáveis para a indústria.
A Mozal empregava cerca de quatro mil trabalhadores antes da suspensão das actividades e continua a ser um dos principais pilares da economia industrial moçambicana.
Fonte: Lusa / Clube de Moçambique