
A Igreja Católica apelou esta sexta-feira ao fim da violência em Moçambique, defendendo que o assassinato do bispo de Quelimane, Dom Osório Citora Afonso, deve representar um ponto de viragem na luta contra os crimes que têm atingido cidadãos e promotores da paz no país.
O apelo foi lançado durante a missa de corpo presente realizada na Sé Catedral de Quelimane, através de mensagens da Conferência Episcopal de Moçambique, dos Missionários da Consolata, da família e das dioceses ligadas ao falecido prelado.
O presidente da Conferência Episcopal de Moçambique e arcebispo de Nampula, Dom Inácio Saúre, classificou o crime como um atentado contra os valores da convivência pacífica e da fraternidade, defendendo que a morte de Dom Osório marque o fim da onda de violência que afecta o país.
“Basta de matar os irmãos. Basta”, afirmou Dom Inácio Saúre, durante a cerimónia fúnebre.
A Santa Sé também manifestou pesar pela morte do bispo. Numa mensagem assinada pelo cardeal Luís António Tagle, o Vaticano descreveu Dom Osório como um pastor zeloso, missionário exemplar e homem de profunda fé, destacando a sua humildade, dedicação e compromisso com o Evangelho.
Os Missionários da Consolata recordaram o religioso como um homem simples, comprometido com a paz, a reconciliação e o serviço à Igreja. A Arquidiocese da Beira e a Diocese de Quelimane enalteceram igualmente o seu legado espiritual, o trabalho em prol da justiça social e a formação humana das comunidades.
Durante a celebração, os participantes apelaram à unidade nacional, à paz e ao reforço da convivência harmoniosa, num contexto marcado pelo aumento de actos de violência contra líderes religiosos e figuras envolvidas em actividades comunitárias.
Dom Osório Citora Afonso será sepultado em Nampula, após a trasladação dos seus restos mortais com apoio da Conferência Episcopal de Moçambique e do Governo.
Fonte: AIM