Quelimane Curva-se Perante a Memória de Dom Osório Citora

Milhares de Fiéis Prestam Última Homenagem a Dom Osório Citora

A cidade de Quelimane despediu-se esta sexta-feira de Dom Osório Citora Afonso, numa cerimónia marcada por profunda emoção, orações e homenagens que reuniram milhares de fiéis, membros do clero, autoridades políticas e diversas personalidades da sociedade moçambicana.

As exéquias decorreram num ambiente de consternação, onde familiares, religiosos e cidadãos prestaram a última homenagem ao bispo, recordado pelo seu compromisso com a evangelização, a promoção da paz, da reconciliação e da justiça social.

Dom Osório Citora Afonso nasceu a 6 de Maio de 1972, no distrito de Ribáuè, província de Nampula. Ingressou no Instituto Missionário da Consolata, onde fez a profissão perpétua em 2001, sendo ordenado sacerdote a 3 de Novembro de 2002.

A sua formação académica passou pelo Seminário Preparatório Cristo-Rei, na Matola, pelo Seminário Maior Santo Agostinho e pelo Instituto Santo Eugénio de Mazenod, em Kinshasa, na República Democrática do Congo. Mais tarde especializou-se em Sagrada Escritura no Pontifício Instituto Bíblico de Roma, complementando os estudos em Jerusalém.

Ao longo do seu percurso desempenhou várias missões pastorais em Moçambique, República Democrática do Congo, Itália e Vaticano. Entre 2017 e 2023 trabalhou no Dicastério para a Evangelização da Santa Sé.

Em Setembro de 2023 foi nomeado Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Maputo pelo Papa Francisco e, em Julho de 2025, assumiu a liderança da Diocese de Quelimane. Exercia igualmente as funções de Secretário-Geral da Conferência Episcopal de Moçambique e de Administrador Apostólico da Arquidiocese da Beira.

A morte de Dom Osório Citora Afonso representa uma perda significativa para a Igreja Católica e para o país. Fiéis e líderes religiosos destacaram o seu legado de humildade, dedicação ao próximo e defesa dos valores da paz e da dignidade humana.

Durante a cerimónia foram recordadas as palavras bíblicas que marcaram a despedida do prelado: “Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé” (2 Timóteo 4:7), simbolizando a missão de uma vida inteiramente dedicada ao serviço da Igreja e das comunidades.

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