
A ministra do Trabalho, Género e Acção Social, Ivete Alane, defendeu uma utilização responsável, inclusiva e centrada no ser humano da Inteligência Artificial (IA), alertando que os avanços tecnológicos devem servir para criar oportunidades e não para aprofundar desigualdades.
A posição foi apresentada durante a 114.ª Sessão da Conferência Internacional do Trabalho, realizada em Genebra, na Suíça, sob organização da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
Na sua intervenção, Ivete Alane destacou que a Inteligência Artificial representa uma oportunidade para impulsionar a produtividade, estimular a inovação e criar novas oportunidades económicas. Contudo, advertiu que a adopção desregulada destas tecnologias pode aumentar as desigualdades e excluir os grupos mais vulneráveis.
Segundo a governante, a principal questão não está apenas nas capacidades da tecnologia, mas na forma como ela será utilizada. Defendeu que a IA deve contribuir para o trabalho digno, a justiça social, a inclusão e a promoção da paz.
A ministra revelou ainda que Moçambique está a desenvolver a Estratégia Nacional de Inteligência Artificial e a Política Nacional de Governação de Dados. Neste âmbito, o país recebeu aprovação para implementar o seu primeiro Sandbox Regulatório para Inteligência Artificial, um ambiente controlado destinado ao teste seguro de soluções tecnológicas inovadoras.
Ivete Alane manifestou igualmente preocupação com o crescimento do trabalho em plataformas digitais, sublinhando que a inovação tecnológica não deve comprometer os direitos dos trabalhadores.
“A transição digital deve criar oportunidades e não novas formas de exclusão”, afirmou a ministra, reiterando o compromisso do Governo com uma transformação tecnológica capaz de fortalecer o emprego digno, reduzir desigualdades e promover o desenvolvimento sustentável. Continua LER mais Clique Aqui
Fonte: AIM
