
O activista social e director do Centro para Democracia e Direitos Humanos (CDD), Adriano Nuvunga, anunciou nesta terça-feira uma proposta para distribuir os 75 mil meticais remanescentes da campanha de solidariedade denominada “Um Milhão para Forquilha” às famílias de três cidadãos considerados mártires por vários sectores da sociedade moçambicana.
Segundo Nuvunga, a campanha conseguiu arrecadar um total de 1.075.000 meticais em apenas uma semana, superando a meta inicialmente estabelecida de um milhão de meticais. Deste montante, um milhão será depositado numa conta gerida por vários signatários, enquanto os 75 mil meticais excedentes poderão ser destinados ao apoio social das famílias de Elvino Dias, Paulo Guambe e Mano Shottas.
A proposta prevê a distribuição igualitária dos fundos, cabendo 25 mil meticais a cada uma das famílias beneficiárias. Elvino Dias e Paulo Guambe perderam a vida em circunstâncias violentas na Avenida Joaquim Chissano, enquanto Mano Shottas é apontado como uma das vítimas da actuação das Forças de Defesa e Segurança durante as manifestações pós-eleitorais.
Através das redes sociais, Adriano Nuvunga explicou que a iniciativa surgiu após ouvir diversas opiniões dos participantes da campanha e de membros da sociedade civil.
“Depois de ouvir várias opiniões, parece haver uma convergência em torno desta proposta”, escreveu o activista, procurando alcançar consenso em torno da utilização do valor excedente.
A campanha tornou-se um dos maiores movimentos de solidariedade digital dos últimos tempos em Moçambique, mobilizando milhares de cidadãos que contribuíram com pequenos e grandes valores para apoiar Nuvunga no âmbito do processo judicial relacionado com o presidente do partido PODEMOS, Albino Forquilha.
Fonte: Índico Magazine
