
O Gabinete das Nações Unidas para
a Coordenação dos Assuntos Humanitários (OCHA) estima que os incidentes
relacionados com o conflito armado em Cabo Delgado aumentaram 10% durante o
primeiro semestre do ano.
Segundo o relatório
“Moçambique: O Custo da Inação”, foram registados mais de 400 incidentes no
período, incluindo homicídios, destruição de habitações, saques e sequestros. O
documento aponta ainda para uma expansão da violência para distritos
anteriormente menos afectados pelo conflito.
De acordo com os dados
apresentados, os sequestros têm sido utilizados para facilitar o recrutamento
forçado, incluindo de crianças. A situação aumenta os riscos de separação
familiar, violência baseada no género, casamentos prematuros e exploração
sexual.
Desde o início da insurgência,
em 2017, mais de 6.600 pessoas terão morrido e cerca de 1,2 milhões foram
deslocadas. Actualmente, 1,38 milhões de pessoas enfrentam impactos
relacionados com deslocações na província.
OCHA alerta também para a falta
de financiamento da resposta humanitária. Dos 534 milhões de dólares
necessários, apenas 227 milhões estavam garantidos até Agosto, correspondentes
a 43% do valor necessário. A insuficiência afecta áreas como alimentação,
educação, logística e nutrição. Continua
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