África procura soluções para défice de 400 mil milhões USD

 

África procura soluções para défice de 400 mil milhões USD

O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) vai defender a mobilização de capital interno africano como uma das principais alternativas para reduzir o défice anual de financiamento ao desenvolvimento do continente, estimado em 400 mil milhões de dólares. A proposta será apresentada durante a Cimeira Financeira Africana (AFIS 2026), marcada para os dias 3 e 4 de Novembro, em Luanda, Angola.

A delegação do BAD será liderada pelo seu presidente, Sidi Ould Tah, que deverá apresentar a iniciativa Nova Arquitectura Financeira Africana para o Desenvolvimento (NAFAD), concebida para mobilizar recursos financeiros em grande escala e responder às necessidades de desenvolvimento de África.

Organizada pelo Governo angolano em parceria com a Corporação Financeira Internacional (IFC), a cimeira pretende debater formas de reforçar os mercados financeiros, ampliar a capacidade de investimento e aumentar os recursos disponíveis para projectos estruturantes no continente.

Entre as actividades previstas, destaca-se a mesa-redonda “Game Changers — Arquitectura de Capital: Uma Nova Era para as Finanças Africanas”, que deverá analisar o papel das garantias, dos instrumentos de primeira perda e dos mecanismos de partilha de riscos na atracção de investimentos.

Os participantes deverão igualmente discutir a expansão do financiamento em moeda local, com vista à diversificação das fontes de recursos e à redução dos obstáculos ao financiamento de projectos africanos.

À margem do encontro, o Grupo BAD organizará ainda uma sessão dedicada à aplicação prática da NAFAD, reunindo governos, instituições financeiras, bancos comerciais, investidores e representantes do sector privado para debater a preparação de projectos, a mitigação de riscos e a aceleração dos investimentos.

A participação do BAD enquadra-se nos esforços para reforçar a mobilização de recursos africanos e a cooperação entre os sectores público e privado no financiamento do desenvolvimento continental.

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