Burkina Faso está a apostar na expansão da agricultura irrigada e no processamento de produtos agrícolas como parte da estratégia de reduzir a dependência de alimentos importados e aumentar a produção nacional.
A iniciativa, associada ao Governo liderado por Ibrahim Traoré, inclui investimentos em equipamentos agrícolas, sistemas de irrigação, barragens, fábricas de processamento e apoio à produção de cereais, frutas, hortaliças, leite, carne e pescado.
Entre as infraestruturas destacadas está o polo agrícola de Bagrépôle, associado à Barragem de Bagré, no rio Volta Branco. Também são citadas as barragens de Soum e Samandéni, além dos perímetros agrícolas de Di e Dourou, no Vale de Sourou.
Segundo as informações apresentadas no documentário do canal Arisen Now, sistemas de bombeamento e irrigação estão a permitir o cultivo em áreas anteriormente classificadas como semiáridas. A produção inclui arroz, trigo, tomate, abacaxi e outras culturas.
O país também procura aumentar a capacidade de transformação dos produtos agrícolas. A unidade estatal MINOFA, dedicada ao trigo, teria ampliado a sua capacidade para 32 mil toneladas anuais, enquanto uma unidade de processamento de arroz em Kamsila teria capacidade para 400 toneladas por dia.
No setor do tomate, a SOBTO, inaugurada em 2024, é apresentada como uma unidade capaz de processar seis toneladas de tomate fresco por hora. Já a indústria AFRIDIA trabalha com o processamento de abacaxi, enquanto a SN ANATRANS, em Bobo-Dioulasso, aposta na transformação da castanha de caju.
A estratégia também abrange a produção animal. O Governo criou a rede Faso Kosam, destinada ao processamento e distribuição de produtos lácteos, e investiu na reprodução de gado leiteiro. O setor avícola também está a ser desenvolvido para diminuir a necessidade de importação de frangos.
Outro eixo da iniciativa é a mobilização de trabalhadores, técnicos, militares e instituições públicas para atividades de produção alimentar.
O projeto representa uma tentativa de utilizar a irrigação, a mecanização e a industrialização agrícola para transformar as condições de produção num país do Sahel, onde a escassez de água e as condições climáticas constituem desafios permanentes.
O documentário também menciona planos para ampliar a ligação entre diferentes zonas agrícolas através de canais de água, criando uma rede de irrigação capaz de aumentar a área cultivável durante todo o ano.
Apesar das afirmações apresentadas no vídeo, números como investimentos, volumes de produção e metas futuras devem ser analisados à luz de dados oficiais e independentes antes de serem considerados resultados consolidados. Continua LER mais Clique Aqui