
A activista moçambicana Graça Machel criticou a exclusão de engenheiros nacionais em obras públicas financiadas pelo Banco Mundial, defendendo maior inclusão de profissionais locais.
Segundo Machel, a predominância de empresas estrangeiras na execução de grandes projectos limita o desenvolvimento do talento moçambicano e reduz o impacto positivo desses investimentos na economia nacional.
A activista questiona os critérios de adjudicação, sublinhando que muitos destes projectos são financiados por empréstimos que o país terá de reembolsar.
Para Graça Machel, esta realidade reforça a necessidade de políticas que priorizem o conteúdo local, promovendo a participação de engenheiros e empresas nacionais em iniciativas de grande escala.
A activista defende que os investimentos internacionais devem contribuir para a capacitação de profissionais moçambicanos e fortalecer a economia interna, garantindo benefícios mais sustentáveis para o país a longo prazo.
Fonte: Folha de Maputo