
A Human Rights Foundation denunciou alegada perseguição judicial contra o líder da oposição Venâncio Mondlane, apontando também uma suposta campanha de violência política, repressão partidária, intimidação de apoiantes e violações de direitos humanos contra membros da ANAMOLA.
Segundo a organização, Mondlane é considerado o “legítimo vencedor” das eleições presidenciais de 2024, cujos resultados continuam a ser contestados.
O político acusou a FRELIMO de estar por detrás de uma alegada onda de assassinatos extrajudiciais, violência extrema, agressões físicas e ameaças com armas brancas contra os seus apoiantes.
De acordo com o partido, foi submetida uma denúncia à Comissão Africana dos Direitos Humanos e dos Povos, apontando um alegado padrão sistemático de abusos, com suspeitas sobre o envolvimento da Unidade de Intervenção Rápida.
O documento refere um ambiente de impunidade, uso excessivo da força, violência institucional e falta de responsabilização.
O ANAMOLA afirma ainda ter submetido queixas à Procuradoria-Geral da República e ao Ministério do Interior de Moçambique, sem resposta até ao momento.
Paralelamente, decorrem processos contra Mondlane, incluindo acusações de terrorismo, que os seus apoiantes consideram politicamente motivadas, criminalização da oposição, restrição de liberdades e conflito político.
Organizações de direitos humanos criticam ainda a ausência de responsabilização pelo uso de munições letais contra manifestantes, apontando riscos para o Estado de direito.
O caso continua a gerar forte debate e preocupação sobre a justiça, democracia, direitos civis e governação em Moçambique.
Fonte: DigitPress