“Ajuda Virou Negócio”, Diz Forquilha Sobre Tropas do Ruanda

Albino Forquilha defende soberania africana e transparência

Albino Forquilha defende soberania africana e transparência

O presidente do PODEMOS, Albino Forquilha, defendeu uma África mais integrada, autónoma e capaz de garantir a sua própria segurança sem dependência externa, durante uma mensagem alusiva ao 63.º aniversário do Dia de África.

Na sua intervenção, Forquilha afirmou que o continente africano deve transformar discursos diplomáticos em acções concretas capazes de fortalecer a autonomia económica, social e política dos países africanos.

O político destacou que a diversidade cultural, linguística e histórica representa uma das maiores forças de África e deve ser valorizada como património estratégico para a integração continental.

Albino Forquilha defendeu igualmente a eliminação de barreiras comerciais e restrições à mobilidade entre países africanos, visando impulsionar a prosperidade económica e fortalecer as capacidades locais.

No domínio da segurança, o líder do PODEMOS afirmou que a paz e estabilidade regional dependem de instituições fortes e coordenadas, considerando que a insegurança num país africano constitui ameaça colectiva ao desenvolvimento do continente.

Forquilha apelou ainda à criação de uma cidadania africana efectiva, defendendo que nenhum africano deve ser tratado como estrangeiro dentro do próprio continente.

Durante o discurso, o dirigente abordou também a presença das tropas ruandesas em Cabo Delgado, questionando a possibilidade de Moçambique financiar a permanência das forças militares do Ruanda.

Segundo afirmou, o que inicialmente foi apresentado como ajuda solidária está a transformar-se num serviço pago pelo Estado moçambicano.

Albino Forquilha levantou ainda dúvidas sobre a eficácia dos acordos de capacitação militar assinados com parceiros internacionais, incluindo a União Europeia e os Estados Unidos, defendendo maior transparência sobre os custos, termos e resultados desses entendimentos.

O político reconheceu, no entanto, que a intervenção estrangeira foi inicialmente aceite devido às dificuldades operacionais enfrentadas por Moçambique no combate ao terrorismo em Cabo Delgado.

Outro tema abordado foi a situação dos moçambicanos residentes na África do Sul. Forquilha defendeu maior intervenção das autoridades diplomáticas moçambicanas na protecção dos cidadãos no estrangeiro, independentemente da sua situação migratória. Continua LER mais Clique Aqui

Fonte: Integrity Magazine

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