Surto de Ébola na RDC pode tornar-se o mais mortal da história, alerta IRC

Surto de Ébola na RDC pode tornar-se o mais mortal da história, alerta IRC

O Comité Internacional de Resgate (IRC) alertou que o actual surto de Ébola na República Democrática do Congo (RDC) pode transformar-se no mais mortal já registado, caso não sejam tomadas medidas internacionais urgentes para conter a propagação da doença.

Segundo dados recentes divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a RDC já contabiliza mais de 900 casos suspeitos de Ébola e cerca de 220 mortes. O surto já ultrapassou fronteiras e atingiu também o Uganda, onde foram confirmados sete casos, incluindo uma vítima mortal.

A epidemia está a ser provocada pela rara variante Bundibugyo do vírus Ébola, para a qual ainda não existe vacina comprovadamente eficaz, situação que dificulta os esforços de contenção.

Em comunicado, o IRC apelou ao reforço urgente do financiamento e da coordenação internacional para responder à crise sanitária, alertando que os conflitos armados e os cortes no apoio humanitário estão a comprometer o combate à doença.

“O Leste da RDC enfrenta este surto mais fragilizado e menos preparado do que durante o surto de 2018 a 2020”, afirmou Bob Kitchen, vice-presidente de Emergências do IRC.

Segundo o responsável, o aumento da violência e a redução de recursos internacionais enfraqueceram os sistemas de resposta justamente num momento crítico.

Na semana passada, três voluntários da Cruz Vermelha morreram com suspeita de Ébola na província de Ituri, considerada actualmente o epicentro do surto no país.

O vírus Ébola é uma doença altamente letal identificada pela primeira vez em 1976. Os sintomas incluem febre, fraqueza intensa, diarreia, vómitos e, em alguns casos, hemorragias graves.

Especialistas alertam que atrasos na resposta internacional podem agravar significativamente a situação humanitária na região.

Fonte: Euronews

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