
O Gabinete Provincial de Combate à Corrupção do Niassa (GPCCN), em coordenação com o Gabinete Central de Recuperação de Activos (GCRA), apreendeu sete residências, um posto de combustível, dois armazéns e três lojas na cidade de Lichinga, província do Niassa.
A operação foi realizada nos dias 25 e 26 de Maio de 2026, no âmbito de uma investigação relacionada com crimes de associação criminosa, branqueamento de capitais, enriquecimento ilícito, fraude fiscal, falsificação de documentos e uso de documento falso.
Segundo o porta-voz do GPCCN, Victor Mutombene, os bens terão sido adquiridos através de recursos provenientes de um alegado esquema de importação e comercialização irregular de viaturas oriundas da África do Sul.
As investigações indicam que os suspeitos recorriam à falsificação de documentos aduaneiros relativos ao ano de fabrico, cilindrada e estado mecânico das viaturas, causando prejuízos superiores a 42 milhões de meticais ao Estado moçambicano.
De acordo com as autoridades, algumas das viaturas envolvidas no esquema são reclamadas pela Interpol.
O processo envolve um cidadão nacional residente em Lichinga, que responde em liberdade enquanto decorrem as investigações.
O arresto preventivo dos imóveis foi efectuado ao abrigo do processo-crime n.º 55/0101/P/2023 e da investigação patrimonial n.º 18/IPF/GCRA/2023, por despacho do Tribunal Judicial da Província do Niassa.
Fonte: GPCCN
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