
Pelo menos 80 trabalhadores deixaram as Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) em 2025, no âmbito do processo de reestruturação da companhia aérea estatal, segundo informações constantes na Conta Geral do Estado (CGE) submetida ao Parlamento.
De acordo com o documento, o redimensionamento da força de trabalho começou após uma revisão da estrutura organizacional e dos níveis considerados ideais para o funcionamento da empresa. A CGE refere ainda que os trabalhadores abrangidos pelo processo já foram indemnizados, estando prevista a inclusão de mais funcionários durante o ano de 2026.
No quadro da reestruturação, a LAM garantiu igualmente a aquisição de quatro aeronaves, nomeadamente dois Bombardier Q400 e dois Embraer 190, visando reforçar a estabilidade operacional da companhia.
O relatório indica também que estão em curso formalidades legais para a liquidação das dívidas da empresa junto dos bancos comerciais BCI e Moza Banco, com garantia do Estado.
Segundo a Conta Geral do Estado, as dívidas da LAM às empresas Aeroportos de Moçambique e Petróleos de Moçambique já foram regularizadas através de compensações contabilísticas.
A Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) aprovou a aquisição de 25,2% do capital social da companhia aérea, enquanto a Emose e os Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) passaram a deter, cada uma, 15,4% das acções da empresa.
A HCB aprovou ainda um investimento de 36 milhões de dólares norte-americanos no processo de recapitalização da LAM, enquanto a Emose e a CFM investiram 22 milhões de dólares cada.
O Governo moçambicano aprovou em 2025 a venda de 91% do capital social da LAM a empresas públicas, com o objectivo de recapitalizar a companhia, adquirir aeronaves, reestruturar operações e melhorar a sustentabilidade financeira da empresa.
Fonte: Lusa
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