
A organização MISA Moçambique denunciou a existência de um padrão persistente de violações à liberdade de imprensa praticadas por agentes do Estado, com destaque para membros das forças de defesa e segurança.
A denúncia foi apresentada esta quinta-feira, em Maputo, durante a divulgação do relatório sobre o estado da liberdade de imprensa em Moçambique referente ao ano de 2025. O evento reuniu jornalistas, investigadores, representantes da sociedade civil e parceiros de cooperação para debater os principais desafios enfrentados pela comunicação social no país.
Segundo o relatório, os casos de violação contra profissionais e órgãos de comunicação social têm vindo a agravar-se. Além de ameaças, intimidações e assédio, o documento destaca o aumento de episódios de violência física contra jornalistas no exercício da profissão.
Para o MISA Moçambique, esta realidade revela uma prática enraizada na cultura política e institucional do país, comprometendo o trabalho da imprensa e limitando o direito da sociedade ao acesso à informação.
A organização considera ainda que os dados apresentados demonstram que o jornalismo moçambicano continua longe de exercer plenamente a liberdade de imprensa.
O relatório surge numa altura em que crescem os debates sobre segurança dos jornalistas e protecção da liberdade de expressão em Moçambique.
Fonte: Integrity Magazine
Foto: DR