África e Caribe exigem um pedido de desculpas pela escravidão transatlântica

Países africanos e caribenhos exigem desculpas formais, compensações financeiras e alívio da dívida por impactos da escravidão transatlântica.

Líderes africanos e caribenhos reforçaram o apelo por reparações históricas relacionadas à escravidão transatlântica, defendendo pedidos formais de desculpas, compensações financeiras e alívio da dívida para os países afetados por séculos de exploração humana.

A posição foi consolidada durante uma conferência realizada em Acra, no Gana, que reuniu representantes da União Africana (UA) e da Comunidade do Caribe (CARICOM). 

No encontro, foi aprovado um plano de 19 pontos que propõe a criação de um Fundo Global de Reparações, reformas nas instituições financeiras internacionais e a restituição de património cultural retirado do continente africano durante o período colonial.

O documento também defende medidas de justiça climática, programas de desenvolvimento para comunidades afetadas e mecanismos que facilitem o retorno e a obtenção de cidadania por membros da diáspora africana.

Durante a conferência, o Presidente do Gana, John Dramani Mahama, afirmou que a discussão não se trata de atribuir culpa às gerações actuais, mas de assumir responsabilidades históricas e enfrentar as consequências duradouras da escravidão.

Estima-se que mais de 12 milhões de africanos tenham sido forçados a deixar o continente entre os séculos XV e XIX, num dos maiores sistemas de tráfico humano da história.

Fonte: Reuters.

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