Busca pela pele clara expõe riscos à saúde e à identidade

Busca pela pele clara expõe riscos à saúde e à identidade

Clareamento da Pele Levanta Preocupações com a Saúde e a Identidade em Moçambique

O uso de produtos para clareamento da pele tem vindo a aumentar em Moçambique, sobretudo entre mulheres que procuram alterar a tonalidade natural da pele por razões estéticas. 

A prática, cada vez mais visível nos mercados de cosméticos, está a gerar preocupações entre especialistas devido aos riscos para a saúde e aos impactos na identidade cultural.

Alguns utilizadores defendem que os produtos podem ser usados de forma controlada, ajustando a frequência das aplicações para alcançar a tonalidade desejada. No entanto, médicos alertam que o uso contínuo de agentes despigmentantes pode provocar efeitos adversos significativos.

A dermatologista Lúcia Cossa, do Hospital Central de Maputo, explica que os clareadores podem causar afinamento da pele, infecções bacterianas e fúngicas, estrias, irritações e maior sensibilidade ao sol. Segundo a especialista, os riscos aumentam quando os produtos são utilizados por vários anos ou combinados com outros agentes químicos.

Por sua vez, o antropólogo Unait Akungondo considera que a procura por uma pele mais clara está associada a factores históricos e sociais herdados do colonialismo, período em que a pele clara era frequentemente associada a estatuto social, beleza e privilégios.

Especialistas defendem a necessidade de reforçar a educação pública sobre os riscos do clareamento da pele e promover a valorização da identidade e da diversidade cultural africana.

Fonte: Integrity Magazine.

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