
Maputo – O Governo reconheceu dificuldades financeiras para liquidar a dívida acumulada referente ao pagamento de horas extraordinárias aos professores, admitindo a legitimidade das reivindicações apresentadas pela classe.
A posição foi manifestada pela Ministra da Educação e Cultura, Samaria Tovela, em resposta à nova onda de paralisações registada em várias escolas do país, motivada pelos atrasos nos pagamentos.
Segundo a governante, o Executivo está consciente da situação enfrentada pelos docentes, mas enfrenta limitações orçamentais que impedem, neste momento, a regularização imediata dos valores em dívida.
Apesar de reconhecer as preocupações dos professores, Tovela apelou à paciência e considerou que a interrupção das actividades lectivas não constitui a melhor forma de protesto, uma vez que afecta directamente milhares de alunos.
A ministra advertiu ainda que os docentes que aderirem às paralisações poderão estar sujeitos aos procedimentos administrativos previstos na legislação em vigor.
Os professores reclamam o pagamento de horas extraordinárias referentes a parte do ano de 2023 e à totalidade dos valores acumulados durante 2024.
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Fonte: MZNews.