
O porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa, reconheceu a existência do fundo desportivo em Moçambique, mas afirmou não ter conhecimento sobre a disponibilidade financeira existente na instituição.
As declarações foram feitas esta sexta-feira (29), durante um briefing realizado no Ministério da Administração Estatal e Função Pública, na cidade de Maputo, num momento em que continuam os debates sobre o financiamento do desporto nacional, especialmente após a histórica qualificação dos “Mambinhas” para o Campeonato do Mundo Sub-17.
“Eu sei que há um fundo desportivo enquanto uma entidade, agora não tenho domínio se lá, no fundo, há dinheiro ou não. Sei que há um gestor que deverá afirmar efectivamente se há fundos”, afirmou Inocêncio Impissa.
Apesar das dúvidas sobre os recursos disponíveis, o Governo reafirmou o compromisso de continuar a apoiar o desporto nacional e garantir melhores condições para as selecções moçambicanas.
Segundo o porta-voz, o Ministro da Juventude e Desporto, Caifadine Manasse, já manifestou a intenção do Executivo em apoiar a participação dos “Mambinhas” na competição mundial.
“O papel do Governo é apoiar. O Ministro da Juventude e Desporto já fez uma comunicação em relação à vitória dos Mambinhas e ao papel do Governo no apoio ao desporto. A perspectiva é garantir que as nossas selecções representem o país nas competições internacionais”, explicou.
Impissa acrescentou ainda que o Ministério da Juventude e Desporto está a trabalhar em coordenação com diferentes parceiros ligados ao futebol para assegurar a presença da selecção moçambicana no Mundial Sub-17.
Entretanto, as declarações do porta-voz surgem numa altura em que vários sectores da sociedade questionam a disponibilidade de fundos para apoiar o desenvolvimento do desporto nacional, sobretudo depois de relatos sobre dificuldades financeiras enfrentadas por algumas selecções.
No mesmo briefing, o Governo voltou também a abordar a crise dos combustíveis e anunciou planos para a construção de refinarias em Maputo e na Beira, como forma de reduzir a dependência externa e garantir maior disponibilidade de combustível no país.
Fonte: Integrity Magazine
Foto: DR