
O político Justino Monjane reafirmou as acusações que tem feito contra o presidente do partido PODEMOS, Albino Forquilha, no âmbito do polémico caso dos alegados 219 milhões de meticais, afirmando que não teme as consequências judiciais por considerar que falou a verdade.
Em declarações recentes, Monjane reconheceu que não possui testemunhas directas que comprovem as suas alegações, mas sustenta que existem indícios que, na sua opinião, justificam as denúncias apresentadas.
Segundo explicou, uma das questões que considera relevante está relacionada com alterações efectuadas na titularidade de contas bancárias ligadas à Coligação Aliança Democrática (CAD).
O político afirmou que foi constituído arguido após ter prestado declarações à Procuradoria, por não ter apresentado provas materiais da alegada recepção dos 219 milhões de meticais.
Contudo, insiste que Albino Forquilha terá admitido, numa reunião, ter recebido fundos cuja origem continua a suscitar debate político.
Monjane considera que o caso teve impacto no processo eleitoral e voltou a classificar a situação como uma alegada venda de resultados eleitorais, acusação que continua a gerar forte controvérsia no panorama político nacional.
Apesar dos riscos legais, o político diz manter-se tranquilo e confiante de que os factos acabarão por ser esclarecidos. Segundo afirmou, o surgimento de testemunhas poderá alterar significativamente o rumo do processo.
“Um jogo não se ganha como começa, mas como termina”, declarou Monjane, mostrando-se convicto de que o desfecho do caso poderá ainda trazer novos desenvolvimentos.
As declarações surgem poucos dias após a decisão judicial que condenou Adriano Nuvunga no processo movido por Albino Forquilha relacionado com acusações semelhantes.
Fonte: Integrity Magazine
