
O líder do partido ANAMOLA, Venâncio Mondlane, afirmou que documentos arquivados no Departamento de Justiça dos Estados Unidos apontam para a existência de uma alegada campanha internacional de relações públicas destinada a promover a imagem do Presidente moçambicano, Daniel Chapo, após as eleições gerais de 2024.
Numa publicação divulgada na sua página oficial do Facebook, Mondlane refere que os registos apresentados ao abrigo da Lei de Registo de Agentes Estrangeiros dos Estados Unidos (FARA) indicam que Unik Ernest se registou como agente de Daniel Chapo naquele país, com o objectivo de influenciar a percepção internacional sobre a situação política em Moçambique.
Segundo Mondlane, os documentos descrevem acções de comunicação destinadas a promover uma imagem de estabilidade política, reforçar a aceitação dos resultados eleitorais e reduzir a cobertura negativa da crise pós-eleitoral.
O dirigente acrescenta que o plano previa contactos com órgãos internacionais de comunicação, entrevistas, campanhas digitais e iniciativas voltadas para a promoção do diálogo social.
Na mesma publicação, Mondlane levanta ainda questões sobre o perfil do agente contratado e sobre os resultados alcançados pela alegada campanha.
Até ao momento, não há reacção pública da Presidência da República às declarações e alegações apresentadas pelo líder da ANAMOLA.
Fonte: Publicação de Venâncio Mondlane