
A polémica em torno da saída de Raúl Novinte da Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autónomo (ANAMOLA) continua a gerar debate político. O antigo coordenador regional norte do partido afirma ter sido alvo de isolamento e exclusão promovidos pela liderança de Venâncio Mondlane.
Em declarações à DW África, Novinte afirmou que foi “combatido, isolado e depois descartado” dentro da formação política, alegando que deixou de ser incluído nas actividades e decisões partidárias após manifestar a intenção de disputar futuramente a presidência do partido.
Segundo o político, a situação agravou-se depois de comunicar a Mondlane o desejo de concorrer à liderança da ANAMOLA durante um futuro congresso. Para Novinte, a realização da recente convenção com candidato único levanta dúvidas sobre a abertura democrática da organização.
Por sua vez, Venâncio Mondlane rejeita as acusações e sustenta que Raúl Novinte abandonou o partido por vontade própria para seguir um projecto político pessoal. O líder da ANAMOLA afirma que não houve qualquer expulsão ou afastamento forçado.
A divergência expõe uma das primeiras tensões internas públicas num partido criado há menos de um ano e que procura afirmar-se como uma das principais forças da oposição moçambicana.
Fonte: DW África.