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Subiu para nove o número de cidadãos moçambicanos mortos no contexto dos recentes episódios de violência xenófoba registados na África do Sul, segundo dados divulgados pelo Governo de Moçambique.
De acordo com as autoridades moçambicanas, cerca de 900 cidadãos nacionais já foram afectados pelos ataques ocorridos principalmente na cidade de Mossel Bay, localizada na província sul-africana do Cabo Ocidental.
Falando após a sessão do Conselho de Ministros, o porta-voz do Governo, Ussene Isse, lamentou a perda de vidas humanas e detalhou as circunstâncias das mortes.
“É de lamentar e com muita tristeza a morte de nove moçambicanos, sendo cinco assassinados no local, dois atropelados quando tentavam fugir, e dois na sequência de um acidente de viação, quando viajavam em viatura particular de regresso a Moçambique”, declarou.
Segundo o Gabinete de Informação de Moçambique, pelo menos 584 cidadãos foram acolhidos temporariamente em centros comunitários de abrigo montados para prestar assistência às vítimas da violência.
As autoridades indicam ainda que mais de 300 moçambicanos regressaram ao país por meios próprios no último sábado, enquanto outros 500 cidadãos iniciaram viagem de regresso a Maputo numa operação de repatriamento coordenada entre os governos de Moçambique e da África do Sul.
Os ataques xenófobos têm provocado preocupação crescente na região, levando vários países africanos a alertarem os seus cidadãos residentes na África do Sul para reforçarem medidas de segurança.
A situação ocorre numa altura em que manifestações contra imigração ilegal continuam a ganhar força em algumas regiões sul-africanas, aumentando o receio de novos episódios de violência contra estrangeiros.
Fonte: Lusa / Governo de Moçambique