O Conselho Islâmico de Moçambique (CISLAMO) solicitou a oficialização do uso do hijab nas fotografias dos documentos de identificação civil, defendendo o reconhecimento desta prática religiosa para as mulheres muçulmanas.
A proposta foi apresentada na terça-feira, 27 de Outubro de 2026, durante uma audiência com a Presidente da Assembleia da República, Margarida Talapa, em Maputo. Na ocasião, a directora-adjunta do CISLAMO, Nadyma Atumane, explicou que o uso do véu islâmico representa uma forma de identificação religiosa para as mulheres muçulmanas.
Atumane salientou ainda que a utilização do hijab é uma escolha individual das mulheres que optam por esta forma de expressão da sua fé.
Por sua vez, o porta-voz do encontro, Oriel Chemane, afirmou que Margarida Talapa tomou nota da preocupação apresentada pelo Gabinete Feminino do Conselho Islâmico e prometeu submeter a questão à consideração da Assembleia da República.
O encontro enquadra-se no processo de auscultação pública sobre a proposta de Lei da Liberdade Religiosa e de Culto, que constitui uma oportunidade para discutir questões relacionadas com o exercício da liberdade religiosa no país.
