
Uma auditoria contratada pelo Governo moçambicano detectou uma diferença de cerca de 2 mil milhões de dólares norte-americanos nos custos recuperáveis reclamados pela petrolífera francesa TotalEnergies, no âmbito do projecto Mozambique LNG, localizado em Afungi, distrito de Palma, província de Cabo Delgado.
Segundo informações avançadas por fontes ligadas ao processo, a consultora britânica Bayphase foi contratada pelo Executivo para analisar os custos associados ao projecto de exploração de gás natural na Área 1 da Bacia do Rovuma.
De acordo com os dados apurados, a TotalEnergies teria inicialmente apresentado despesas superiores a 5 mil milhões de dólares, alegando prejuízos provocados pela suspensão das actividades devido aos ataques terroristas registados em Cabo Delgado, em Abril de 2021.
No entanto, a auditoria preliminar concluiu que apenas cerca de 3 mil milhões de dólares estariam devidamente documentados e enquadrados nos critérios considerados recuperáveis.
A Bayphase tinha como missão validar os custos apresentados pelo consórcio liderado pela TotalEnergies, verificando se os mesmos respeitam os procedimentos contabilísticos e os valores justos de mercado previstos nos contratos de concessão.
O Governo moçambicano confirmou a realização da auditoria, mas afirmou que o processo ainda se encontra na fase final, sem avançar detalhes sobre os resultados alcançados.
Apesar das divergências nos custos apresentados, a TotalEnergies mantém o plano de retoma do projecto Mozambique LNG, cuja suspensão foi levantada oficialmente este ano após melhorias nas condições de segurança em Cabo Delgado.
O Presidente da República, Daniel Chapo, e o director executivo da TotalEnergies, Patrick Pouyanné, lançaram oficialmente, em Janeiro deste ano, a retoma das actividades do megaprojecto de gás natural liquefeito em Afungi.
A petrolífera francesa prevê iniciar a produção e entrega de gás natural liquefeito da primeira linha do projecto no primeiro semestre de 2029.
Fonte: Carta de Moçambique / Lusa
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