
Mais de 500 crianças que haviam abandonado a escola para se dedicarem ao garimpo artesanal no distrito de Manica regressaram ao sistema de ensino graças a programas implementados pelo Governo e parceiros.
Segundo dados divulgados pela Rádio Moçambique, há cerca de dois anos o distrito registava perto de 700 crianças envolvidas na mineração artesanal, situação que gerou preocupação entre as autoridades locais e organizações ligadas à protecção da infância.
Desde então, foram intensificadas acções de sensibilização junto das famílias e comunidades, além de iniciativas voltadas para a reintegração escolar dos menores.
Apesar dos avanços registados, as autoridades indicam que cerca de 177 crianças continuam ligadas à actividade de garimpo no distrito de Manica. Muitas delas são influenciadas por amigos e acabam envolvidas na mineração sem o conhecimento dos encarregados de educação.
Os dados foram apresentados durante um almoço de confraternização promovido por Constância Daniel Raposo, esposa do administrador distrital de Manica, que reuniu cerca de mil crianças do posto administrativo de Messica por ocasião das celebrações do Dia Internacional da Criança.
Na ocasião, Constância Raposo apelou à necessidade de garantir os direitos da criança e reforçar o combate ao trabalho infantil nas comunidades.
Por sua vez, o director distrital dos Serviços de Saúde, Mulher e Acção Social, Bartolomeu António, alertou que raparigas também fazem parte das estatísticas de menores envolvidos no garimpo artesanal.
As autoridades defendem o reforço das acções de sensibilização e acompanhamento comunitário para impedir que mais crianças abandonem a escola em busca de rendimentos na mineração artesanal.
Fonte: Rádio Moçambique / Folha de Maputo
Foto: RM